Propostas de Redação

Proposta de Redação: O Futuro do Trabalho no Brasil

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma-padrão da língua portuguesa sobre o tema: O futuro do trabalho no Brasil. Apresente proposta de ação social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

 

Textos de apoio:

Tecnologia e o futuro do trabalho e da sociedade

Cinco desafios e um alerta que o desenvolvimento tecnológico vai impor ao futuro do trabalho e das nossas vidas cotidianas

 

Controle de informações, novas formas de trabalho, segurança no ambiente digital e acesso à inovação, qual o limiar entre benefício e risco nos itens citados? E qual o peso da decisão humana para a evolução desses temas? “As respostas para essas perguntas são complexas, tal qual o nosso futuro. Enquanto cidadãos, profissionais e seres que pensam, temos o dever de inspecionar os avanços tecnológicos e criticar as distorções que eles podem causar. Por outro lado, determinados desafios serão inerentes ao processo evolutivo dos recursos que estamos criando agora.

Portanto, a tecnologia vai nos impor questões urgentes. Empresas, governos, sociedade civil, enfim, nosso ecossistema terá que lidar com novas soluções, mas também novos problemas e oportunidades de melhoria. Em primeira instância, a educação precisará ser encarada como um projeto de autodesenvolvimento perene, pois teremos que estudar e trabalhar muito, já que viveremos mais e seremos exigidos intelectualmente como jamais visto na história humana”, afirma Ricardo Basaglia, diretor-executivo da Page Personnel.

Ricardo fez uma análise sobre os cinco desafios e um alerta que o desenvolvimento tecnológico vai impor ao futuro do trabalho e das nossas vidas cotidianas.

Privacidade (quem nos protege de nossos dados?)
É estimado que até 2020 haverá ao menos 50 bilhões de dispositivos no mundo capazes de abrigar algum grau de inteligência artificial. Pensemos aqui em smartphones, banco de dados, redes digitas, enfim, sistemas em geral. A imensa capacidade de armazenamento e distribuição de dados inevitavelmente vai ampliar os investimentos em segurança, seja do setor privado ou público. Nossas vidas, preferências culturais, hábitos de consumo, serão facilmente inspecionáveis por conta da conectividade. E fica a pergunta: quem nos protegerá da inspeção e disseminação de dados? Quem estará à frente dos campos de estudo e regulamentação para que haja êxito na definição de privacidade no ambiente digital? Ainda não sabemos os desdobramentos, mas já temos hoje alguns exemplos bem definidos da emergência do assunto: fake news, manipulação política, espionagem em redes sociais etc.

Algoritmos enviesados (transmissão digital de preconceitos?)
À medida em que os algoritmos são programados por seres humanos, há interferência direta no momento de transmitir suas impressões/preconceitos/desconhecimentos/passionalidades para a programação. É nesse instante que nasce o termo algoritmo enviesado. Um algoritmo é um comando exato para que uma tarefa possa funcionar no ambiente digital. Mas ele sozinho não pode ter nenhum viés. Essa peculiaridade é absolutamente humana. Somos nós que estabelecemos os padrões éticos dos sistemas que criamos para dar conta de nossas soluções.

Acesso à disruptura tecnológica (como evitar tendências de exclusão?)
Quando a tecnologia alterar as camadas mais profundas da sociedade, será que a maior parte das pessoas do mundo terá acesso a esse monumental mundo computacional? Fica a pergunta: a tecnologia disruptiva estará ao alcance de todos? De empreendedores, jovens, dos mais longevos, dos países fora do grande eixo econômico global. Será crucial lutar contra qualquer tipo de privilégio tecnológico na mediação e captação de dados e recursos de aplicação, seja por parte da iniciativa privada ou pelos governos. O desafio da acessibilidade tecnológica abrirá uma nova esfera para pensarmos os direitos, deveres e renúncias que teremos que fazer para garantir que tecnologia não promova as mesmas exclusões que a economia tradicional faz.

Senso humano (como ampliar a habilidade de ser quem somos?)
Como as marcas vão afetar nosso comportamento social, interação no ambiente público, escolhas afetivas e estilos de vida? Isso ainda não sabemos. Porém, é certo que a mentalidade criativa, a capacidade de solucionar problemas e criticar profundamente essas próprias inovações, ainda são – e provavelmente serão por muito tempo – habilidades puramente humanas. E o senso humano, que inclui pensamento crítico, capacidade de arrependimento, entre outros, não poderá ser eliminado da concepção original por trás dos trabalhos, processos de inovação, regulações políticas e bases educacionais e econômicas do futuro. Grandes especialistas afirmam que as nossas sensibilidades humanas mais prosaicas serão cada vez mais importantes para o futuro do trabalho e a razão é simples: robôs, redes digitais, sistemas de informação e até mesmo a Inteligência Artificial não são capazes de produzir resultados a partir de conceitos como empatia, atenção redobrada, foco em pequenos detalhes, capacidade de arrependimento, entre outros. Afinal, essas são formulações exclusivas da mente humana, da nossa consciência, ou seja, são raríssimas na natureza e impensáveis em produções tecnológicas.

Mau uso da Inteligência Artificial (quando o avanço não é progresso?)
De acordo com Elon Musk, “a inteligência artificial pode trazer mais perigos do que a Coreia do Norte”. A frase é em tom de piada geopolítica, mas nos desperta um alerta: computadores com base em IA poderão aprender novas informações por meio do reconhecimento de voz, de texto, scanner de estados emocionais, enfim, essas máquinas também podem ser um espelho da sociedade, evidenciando com uma profundidade nunca vista na história humana as nossas mais variadas imperfeições. Haverá uma série de cuidados que a IA nos forçará a refletir, talvez tenhamos até uma legislação nova para mediar a programação de certas tecnologias e serviços.

Alerta: Desemprego x mudança no paradigma profissional
O emprego ou a categoria que utilizamos hoje para interpretar e regular as atividades profissionais, deverá sofrer com a eliminação de modelos de ocupações e noções atuais de carreira. Isso é fato. Porém, o conceito de trabalho humano jamais vai desaparecer. E isso muda completamente a nossa visão de futuro. O paradigma profissional sofrerá mudanças radicais. A tecnologia vai ampliar o trabalho a distância, alterar a gestão do tempo e até o vínculo das pessoas com a corporações. Teremos a possibilidade de trabalhar em diferentes projetos para diferentes segmentos e empregadores. Portanto, é certo: a tecnologia jamais poderá eliminar a função humana do trabalho, mas sim redefinir a organização em torno do tema. Paradigma é modelo. E o modelo vai mudar, mas a necessidade de pessoas realizarem atividades produtivas e remuneradas, não. Isso é fundamental para evitar catastrofismos na sociedade.

(texto retirado de: https://revistamelhor.com.br/tecnologia-e-o-futuro-do-trabalho-e-da-sociedade/)

 

Texto 2

 

O FUTURO DO TRABALHO

 28 de junho de 2016
 
 Júlia Azeredo
 

O perfil do que entendemos como “bom profissional” mudou e continua mudando. Se, nas décadas passadas, bastava ter um diploma para garantir sua vaga no mercado de trabalho (e provavelmente um bom salário), hoje é preciso ir muito além da bagagem que a graduação traz para ter sucesso. O mercado não é mais o mesmo, assim como seus consumidores.

É cada vez maior o número de estudos sobre o futuro do trabalho e porque ele irá afetar (ou está afetando) a forma como vivemos de maneira significativa. É importante entender essas (re)evoluções para estar preparado e fazer parte dessas mudanças e, porque não, ser também agente transformador no que entendemos por trabalho.

Sobre isso a especialista em inovação, conectividade, processos criativos, tecnologias sociais, design thinking, cultura e mudança, branding, estratégia, planejamento (ufa! Rs…) Grazi Mendes Rangel fala que:

“Num mundo em que quase tudo fica obsoleto da noite para o dia, estamos acompanhando uma das maiores mudanças dos próximos tempos: o fim da carreira profissional.

Uma trajetória linear e ascendente dentro de uma área de atuação vem sendo substituída por uma vida feelancer e empreendedora (dentro ou fora de organizações). Estima-se que cerca de 40% da força de trabalho nos Estados Unidos será freelancer até 2020. E esse futuro freelancer será conduzido por uma nova geração de trabalhadores avessa a longas jornadas de trabalho e que priorizam projetos e não empregos. O futuro do trabalho é provavelmente um futuro sem emprego, tal como conhecemos hoje.

Conectividade e as tecnologias remotas permitem que o trabalho possa ser executado de qualquer lugar. Jornadas de trabalho mais flexíveis, coworkings e home offices já são realidade e impulsionam uma nova lógica: vamos exercer múltiplas atividades diferentes ao longo da vida. Teremos que nos preparar para começar de novo. E de novo. E de novo. Mais rápido do que conseguimos imaginar.
Uma das desvantagem: pessoas que perderão seus empregos pelo desaparecimento ou obsolescência de suas ocupações dificilmente terão habilidades e competências exigidas por essa nova dinâmica.”

 

Uma pesquisa desenvolvida pelo Institute for the Future nos ajuda a pensar melhor essas mudanças e os impactos que elas tem. Nesse estudo foram mapeados alguns aspectos comportamentais e orgânicos do mundo atual e as mudanças que eles geraram no mercado de trabalho:

  • O aumento da expectativa de vida e a transformação da natureza do aprendizado e das carreiras profissionais.
  • O massivo aumento e melhoramento nas tecnologias digitais que tornam o mundo e as relações programáveis.
  • O surgimento das redes sociais que impulsionam novas formas de geração e criação de valor.
  • A interconectividade global que aumenta a diversidade e adaptação das instituições às mudanças mais sutis no mercado e no mundo.
  • O surgimento de novas mídias que requerem ferramentas que vão muito além do texto no que se refere a comunicação. A era do pensamento visual.
  • A substituição da força humana pela robótica e o afastamento do trabalhador das tarefas repetitivas e automáticas.

Nesse contexto, quais habilidades são consideradas essências do profissional e quais desdobramentos são esperados da combinação dessas diante da complexidade de informações e a demanda por novas competências de trabalho?

  1. Visual sense making: habilidade de gerar significados e planejar ações através de desenhos e gráficos.
  2. Transdisciplinaridade: a capacidade de relacionar e atuar em áreas diversas para gerar conhecimento.
  3. Design mindset: o uso do “pensamento do design” ou da criatividade na solução de problemas complexos.
  4. Discurso e pensamento adaptável: dinamismo e proatividade na solução de problemas.
  5. Inteligência social: habilidade de se relacionar e reagir adequadamente a cada meio social.
  6. Alfabetização midiática: desenvoltura no uso de tecnologias para gerar discursos ou comunicação de convencimento.
  7. Transculturalidade: habilidade de lidar em contextos culturais diversos.
  8. Pensamento Computacional: habilidade de compactar grandes quantidades de dados ou conceitos abstratos e transforma-los em conteúdo palpável.
  9. Gestão da cognição: capacidade de planejar o andamento de ações por importância usando ferramentas e técnicas que aumentam o funcionamento cognitivo.
  10. Cooperação virtual: habilidade de gerar engajamento e gerir ações de forma construtiva em equipes virtuais.

texto retirado de: http://ideiaclara.com/o-futuro-do-trabalho/

 

Videos de apoio:

https://www.youtube.com/watch?v=ptyyZUEkdDo

https://www.youtube.com/watch?v=VZwzZFICI6Y