O DESAFIO DE EDUCAR OS FILHOS NO CONTEMPORÂNEO

O DESAFIO DE EDUCAR OS FILHOS NO CONTEMPORÂNEO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma-padrão da língua portuguesa sobre o tema: O desafio de educar os filhos no contemporâneo. Apresente uma proposta de ação social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

A QUEM CABE A TAREFA DE EDUCAR OS FILHOS?

 TEXTO 1

PEDAGOGIA

A quem cabe a tarefa de educar os filhos? O desvio da atenção aos valores morais e éticos, o distanciamento entre filhos e família, a tarefa de educar, como saber educar os filhos, a importância do contato familiar.

Nessa nova sociedade, midiática e cheia de atrativos, é muito fácil desviar a atenção dos valores adquiridos para os novos que adentram os lares pelos computadores, televisão, entre outros. 

Como educadora que sou, vem sempre à mente uma questão: A quem cabe a tarefa de educar os filhos nos dias de hoje? A resposta pode ter vindo à cabeça imediatamente e estaria correta. Mas porquê tenho a sensação de que algo está indo pela contramão? 

Os filhos estão cada vez mais distantes da convivência familiar (familiar aqui não no sentido da tríade, pai, mãe e filhos, hoje sabemos que o contexto “família” já mudou). Ou estão com seus pares nos shoppings, nos lugares de lazer, ou assistindo TV, na internet, no vídeo game ou cumprindo uma extensa agenda (esportes, música, inglês…). E os pais, por conta dessa nova sociedade, cada vez mais fora de casa também, lutando pela sobrevivência, preocupados em não perder tempo, trabalhando, estudando, lutando mesmo, para que a família tenha melhores condições de vida. Nessa busca perdem-se pelo caminho alguns valores e o convívio familiar vai ficando cada vez mais escasso. 

Educar filhos não é uma tarefa que se aprende com a experiência simples de ter filhos, embora pareça que essa seja a única maneira de aprender. Muito menos a busca por “entendidos”, pois cada qual com sua contribuição formarão uma corrente com elos diferentes. 

Educar filhos é mais que ensinar o certo e o errado, é mesmo trabalhar um projeto de vida, em que nele se definem objetivos e metas mesmo, sem querer aqui mecanizar essa tarefa, mas é assim se desejamos bons resultados.

Essa tarefa não se aprende com receitas e nem num passe de mágica, há um longo caminho a ser trilhado. Exige daqueles que dela participam, um esforço concentrado na melhoria das relações familiares e do convívio social.

Deixar de dialogar com os filhos, não ter tempo, alem de que suas respostas desconcertantes não nos permitem atuar dentro do papel de “adulto” que aprendemos com nossos pais, parece que o que aprendemos com nossos pais não funcionam, paramos perplexos, e estamos deixando que cresçam sozinhos, perdidos em seus mundos, muitas vezes exercendo uma crueldade ímpar, porque as crianças são naturalmente capazes de crueldades impensáveis e, diferente de nós, elas têm a exata noção do prazer que isto lhes causa. Claro que tudo isso observando-se dentro de um contexto sócio-histórico, com efeitos diferentes nas diferentes classes sociais, há que se pensar nessas gerações que hoje são nossas crianças e adolescentes. 

O desafio é lutar pela melhor educação dos filhos numa sociedade que se transforma e faz cair por terra tudo o que tecemos durante a vida e aprendemos como certo e arraigado. 

Entendo então, que a educação dos filhos ainda cabe em primeiro lugar para a família, ninguém a pode substituir. 

Queila Medeiros Veiga, Pedagoga, com pós graduação em Educação Especial 
Atualmente Coordenadora Pedagógica pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo na cidade de Sorocaba/SP 

TEXTO 2

FILHOS

Como educar os filhos?

Educar para Crescer convida dois especialistas para tirar dúvidas de pais

Criar filhos inteligentesresponsáveistolerantes, com boa autoestima… Educar é um desafio diário para todos os pais, sem exceção. As dúvidas que vêm com essa responsabilidade foram tema de palestra promovida pelo Educar para Crescer.

Dois profissionais com mais de 20 anos de experiência na área da Educação falaram para os funcionários da DGB, holding de logística e distribuição do Grupo Abril, em mais uma edição do projeto Cruzando Pontes, uma iniciativa do Grupo Abril que convida especialistas para falar com os funcionários do grupo sobre importantes temas da sociedade.

A importância dos limites

“A palavra-chave para educar os filhos é não.” Assim começou a exposição da psicóloga Rosana Augone, especializada em psicologia infantil e com mais de 30 anos de experiência na área. Essa palavrinha mágica é muito importante na formação da criança e, apesar de parecer fácil dizê-la, os pais penam para manterem-se firmes no “não”. 
Dar limites de forma coerente é o principal desafio nos sete primeiros anos da criança – que são também os mais importantes na vida dela, pois é a fase construtora, quando as bases da personalidade são estabelecidas.

Muitos pais não querem ser autoritários e essa insegurança de errar ou traumatizar os filhos atrapalham a construção de uma autoridade saudável e necessária. “O pai não pode ficar em cima do muro. Dizer ‘não’ e depois ceder ou dizer ‘sim’ e depois mudar de ideia é muito ruim para os pais, que perdem autoridade, e para as crianças, que ficam sem referência”, explica. Isso acaba ensinando, sem querer, que se o filho fizer birra ou seduzir os pais, é possível conseguir tudo o que querem. 
O resultado? As crianças não amadurecem e podem permanecer nessa fase de desenvolvimento, em que são impacientes manipuladoras, intolerantes, inseguras, egocentradas e cheias de si.

Rosana concluiu dizendo que não existem receitas para educar as crianças, mas é importante que os pais sejam coerentes na hora de dizer sim e não, sabendo os limites do que elas podem ou não fazer vão se modificando conforme o tempo. “Por mais duro que os pais sejam, eles educam com amor. Se vocês não fizerem isso em casa, as crianças vão aprender os limites fora de casa e da escola, onde

Os três pilares para uma educação saudável, elencados pela psicóloga Rosana Augone:

a) Aprender a dizer não, para que a criança aprenda limites e outras regras sociais de convivência

b) Dar autonomia, de maneira que a criança aprenda a fazer suas próprias escolhas e serem responsáveis pelas consequências delas

c) Não se esquecer de elogiar, pois quando a criança sabe quais são suas qualidades – e defeitos-, sua autoestima é fortalecida.

Parceria entre família e escola

Os efeitos da falta de limites e de coerência em casa acabam gerando problemas mais tarde, na escola. E foi exatamente sobre a relação entre a família e a escola que falou o pedagogo e cientista social Laércio Carrer, coordenador de Ensino Fundamental no Colégio Albert Sabin. com mais de 23 anos de experiência como educador.

A criança que vem de uma educação sem limites chega na escola acostumada ter seus desejos individuais atendidos, mas o espaço escolar é coletivo. “A criança perde a “exclusividade” que tinha em casa e precisa aprender a dividir a atenção com outros colegas e a conviver com o diferente”, disse Carrer. 

O conflito, porém, se estende para a relação entre a família e a escola. Para Carrer, alguns pais têm a expectativa de que o professor seja o segundo pai dos filhos. “Quando existe essa oposição entre família e escola todos perdem: a escola, os pais, os educadores e, principalmente, os filhos”, concluiu. 

Ele alerta que esse processo acaba produzindo uma sociedade pouco saudável. A escola é o espaço da diferença, que deveria enriquecer a ligação com a divergência e a diversidade, porém, Carrer explica que hoje as crianças não são ensinadas a aceitar o diferente. “Aí nasce o preconceito. Isso é um aspecto sério para a construção de uma sociedade saudável. Vemos o outro não como próximo, mas como adversário”, apontou.

Três dicas para a construção de uma parceria entre família e escola, pelo pedagogo Laércio Carrer:

a) Conhecer a escola, entender seu projeto pedagógico, para saber se a instituição responde às expectativas da família.

b) Entender que a escola é aliada na educação do filho e estabelecer o respeito mútuo.

c) Apenas o diálogo pode resolver a confusão sobre qual é o papel da escola e o papel da família.

Vídeos de apoio

https://www.youtube.com/watch?v=FNEN3eJ8_BU

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